Uma mulher foi condenada a 21 anos e 9 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato da própria… [ … ]
24 de agosto de 2026
Uma mulher foi condenada a 21 anos e 9 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato da própria filha, uma menina de 6 anos portadora do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O julgamento ocorreu em agosto de 2026, referentes a um crime registrado no dia 17 de janeiro de 2022, no município de Lago da Pedra, no Maranhão.
O Tribunal do Júri considerou a mãe culpada por fornecer e administrar uma substância tóxica à criança. A ingestão do composto causou uma intoxicação severa que resultou na morte da vítima.
Após a leitura do veredito pelos jurados, a juíza Sheila Silva Cunha fixou a pena e ordenou o cumprimento imediato em regime fechado. A ré foi encaminhada para a Unidade Prisional de Ressocialização Feminina, localizada em São Luís.
Detalhes do caso
De acordo com a denúncia do Ministério Público, a menina estava sob os cuidados da avó materna no dia do crime, enquanto a mãe trabalhava em um hospital local. Durante o expediente, a mulher teria ido à residência da família por algumas vezes, relatando que estava com um “pressentimento ruim”.
No período da tarde, a criança queixou-se à avó de que estava com muito sono e dores na língua. Em seguida, o estado de saúde da menina se agravou rapidamente, e ela foi levada às pressas ao Hospital Professor Serra de Castro. Durante o atendimento médico, a criança sofreu uma parada cardíaca e não resistiu.
Consta nos autos do processo que, ainda durante o atendimento emergencial, a mãe declarou aos profissionais de saúde que a filha havia sido envenenada. Após a confirmação do óbito, a mulher teria retirado dois frascos do bolso e afirmado que pretendia ingerir a mesma substância para tirar a própria vida.
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